O que vale mais a pena: Ser Autônomo ou PJ?

O que vale mais a pena: Ser Autônomo ou PJ?

Essa é a pergunta que não quer calar! Por isso, fizemos um comparativo com as duas opções para que você veja qual se encaixa melhor no seu perfil.

Vamos lá?

Autônomo

Existem alguns profissionais, prestadores de serviço, que não precisam necessariamente de um CNPJ para atuar. Este é o caso dos autônomos, mas não pense que por trabalhar de forma independente você não terá que lidar com burocracias.

Como autônomo, para atuar de forma legal, você precisa se cadastrar na prefeitura da sua cidade e realizar o recolhimento dos seguintes tributos:

  • ISS (Imposto Sobre Serviços – Municipal)
  • 11% para o INSS (Previdência) – Existe um teto no valor de R$621,04
  • Até 27,5% de Imposto de Renda, dependendo do rendimento

* O ISS varia de acordo com a cidade, no caso de São Paulo, por exemplo, se a empresa estiver cadastrada na prefeitura, a alíquota é ZERO.

Então, por exemplo, se você for um corretor de imóveis e tiver um faturamento mensal de R$10.000,00, como autônomo, todo mês acabará desembolsando:

  • R$ 1.880 só de imposto de renda, (já que, de acordo com a tabela do IR, por receber mais de 4.664,68 por mês, entra na faixa de 27,5% do Imposto de Renda).
  • R$ 621,04 de INSS (como os 11% do faturamento ultrapassariam o teto do INSS, este é o valor fixado).

Totalizando R$ 2.501,04 ou seja, aproximadamente 25% do seu faturamento mensal.

PJ

Atualmente para atuar como PJ, os regimes mais utilizados são o MEI (Microempreendedor Individual) e o Simples Nacional. Na verdade, o MEI faz parte do programa Simples Nacional, mas ele possui algumas limitações. Além de um leque de atividades reduzidas, para ser MEI, seu faturamento anual máximo não pode ultrapassar os R$81.000,00. Ou seja, se você recebe uma média mensal maior do que R$6.750,00 por mês, a melhor opção pra você é abrir uma empresa no Simples Nacional.

Criado em 2007, o Simples tem foco em micro e pequenas empresas, com faturamento anual de no máximo R$4.800.000,00. É chamado de regime simplificado porque, dentro do Simples, o pagamento dos impostos mensais é feito por meio da DAS, que é uma guia única que reúne os seguintes impostos: IRPJ, CSLL, COFINS, PIS/Pasep, CPP, ISS.

O valor final da DAS pode variar entre 4,5% à 33% em relação ao faturamento. Isso vai depender de uma combinação de variáveis feitas pelo CNAE, que leva em consideração o tipo de atividade exercida pela empresa, e consequentemente o anexo no qual está inserida.

Mas, voltando ao nosso comparativo:

Ainda tomando como exemplo o Corretor de Imóveis, ao abrir uma empresa pelo Simples Nacional, esta atividade fica enquadrada no anexo III (para consultar todos os anexos do Simples Nacional, clique aqui)

Levando em consideração o recebimento dos mesmos R$10.000,00 por mês, a empresa entraria na faixa dos 6% de pagamento de impostos. Ou seja, o valor da DAS será de R$600,00 mensais.

Além disso, vale ressaltar a importância da retirada de um valor de pró-labore já que,  por definição, o sócio administrador  de uma empresa é considerado um “contribuinte obrigatório” da Previdência Social e é por meio do pró-labore que o microempresário realiza o pagamento do seu INSS (também em 11%).

Então, digamos que com o faturamento de R$10.000,00, esse corretor registre R$1.000,00 como pró-labore (este valor não pode ser menor do que um salário mínimo). Qual seria a soma de impostos mensais?

  • DAS – R$600,00
  • INSS – R$110,00

TOTAL – R$710,00

Resumindo: Como autônomo, este profissional que recebe R$10.000 por mês, desembolsaria R$ 2.501,04 com impostos. Enquanto que, sendo PJ com uma empresa aberta pelo Simples Nacional, gastaria apenas R$710,00 com os impostos mensais.

Uma economia mensal de R$ 1.791,04!

Lembre-se de que por ser PJ, sua empresa precisa contar com um escritório de contabilidade e esse gasto precisa ser considerado. Não que isso seja um problema, já que com o King Kont, você irá pagar muito pouco por isso. Conheça nossos planos!

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